Publicado por: avgvstv | setembro 16, 2011

A natureza da liturgia e o acordo com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X

Por Ivone Fedeli, Montfort.org.br

Depois de tê-la publicado em alemão, o Santo Padre Bento XVI deu início, em 2010, pela Libreria Editrice Vaticana, à publicação da tradução em italiano de suaOpera Omnia, recolhida em dezesseis volumosos tomos.

Dois detalhes dessa edição chamam, de início, a atenção do leitor: primeiro, o fato de que “por desejo pessoal do Santo Padre, os volumes da Opera Omnia vêm publicados sob o nome do Autor, Joseph Ratzinger”[1] e, segundo, o fato de que a publicação se inicia pelo volume IX, que trata de Liturgia, isso porque, segundo o Cardeal Bertone, prefaciador  da edição italiana, “o próprio Santo Padre esclareceu que essa sua predileção pela liturgia é estreitamente ligada ao modo em que Ele vê a “prioridade de Deus” (Primat Gottes)”[2].

Ora, restabelecer num mundo relativista e secularizado a primazia de Deus é um dos grandes leitmotiven do Pontificado de Bento XVI, que ela não cessa de recordar em vários de seus discursos e homilias.

Como, por exemplo, em seu discurso aos Bispos das Filipinas, onde afirma que o “caminho rumo à redescoberta do autêntico destino da humanidade pode ser encontrado unicamente no restabelecimento da prioridade de Deus no coração e na mente de cada pessoa”, exortando os bispos “a dedicar uma atenção especial à guia destes grupos [de jovens], para que a primazia de Deus possa permanecer em primeiro plano.”[3]

Também na Audiência Geral de 23 de março de 2011, ao tratar da oração, ele recorda seu discurso aos Sacerdotes e Seminaristas na Catedral de Brindisi[4] e reafirma: “o momento da oração é o mais importante na vida do sacerdote, aquele em que a graça divina age com maior eficácia, dando fecundidade ao seu ministério. Rezar é o primeiro serviço a prestar à comunidade. Por isso, os momentos de oração devem ter na nossa vida uma verdadeira prioridade… Se não estivermos interiormente em comunhão com Deus, nada poderemos dar também aos outros. Por isso, Deus é a primeira prioridade. Devemos reservar sempre o tempo necessário para estar em comunhão de oração com nosso Senhor”.[5]

São apenas dois dentre os inumeráveis exemplos que poderiam ser citados. Mas o que queremos notar aqui é a afirmação do Santo Padre Bento XVI de que “a liturgia é estreitamente ligada” a essa, sempre afirmada pela Igreja e agora ressaltada pelo Papa, prioridade de Deus.

Nesse sentido, vale a pena recordar as palavras de sua Eminência o Cardeal Canizares: “Não podemos esquecer-nos de que a reforma litúrgica e o pós-concílio coincidiram com um clima cultural marcado ou dominado intensamente por uma concepção do homem como “criador”, o que dificilmente está em sintonia com uma liturgia que é, sobretudo, ação de Deus e prioridade de Deus, direito de Deus e adoração de Deus, e também tradição que recebemos, aquilo que nos foi dado para sempre”.

“A liturgia, nós não a fazemos; não é nossa obra, mas de Deus. A concepção do homem “criador” conduz a uma visão secularizada de tudo, em que Deus, com frequência, não tem lugar. A paixão pela mudança e a perda da tradição ainda não foram superadas”.[6]

Como se vê, segundo o atual Prefeito da Congregação para o Culto Divino, a “reforma litúrgica” coincidiu com um “clima cultural” que considera o homem “criador”, ou seja, como divino. Em que medida esse “clima cultural” tenha influenciado a reforma litúrgica, o Cardeal não o diz…

Mas o próprio Cardeal Ratzinger, em suas memórias, dá dessa medida uma ideia mais clara ao relatar a promulgação do Missal de Paulo VI:

“O segundo grande acontecimento no início dos meus anos em Ratisbona foi a publicação do missal de Paulo VI com a proibição quase total do missal anterior, depois de uma fase de transição de apenas meio ano. […] Porém, a proibição agora decretada[7], do missal que se tinha desenvolvido continuamente através de todos os séculos, desde os manuais para os sacramentos na Igreja antiga, causou na história da liturgia uma ruptura cujas consequências só podiam ser trágicas. […]Mas agora aconteceu mais: o edifício antigo foi derrubado e construiu-se um outro. É verdade que, em grande parte, foi feito com o material do anterior e usando-se, também, os projetos antigos. E não há dúvida: este novo missal trouxe, sob muitos aspectos, um verdadeiro melhoramento e enriquecimento. Mas o fato de ter sido apresentado como construção nova, em oposição ao crescimento histórico, e de o missal antigo ter sido proibido, de sorte que a liturgia não apareceu mais como resultado de um crescimento vivo, e sim como produto de um trabalho erudito e de competência jurídica, isso nos prejudicou sobremaneira. Pois agora se devia ter a impressão de que liturgia é algo que “se faz”; não algo preexistente, mas algo que depende de nossas decisões. E aí seria lógico, também, que não somente os eruditos nem somente uma autoridade central fossem reconhecidas como portadores da decisão, mas que, afinal, toda a “comunidade” quisesse adotar sua própria liturgia. Mas quando a liturgia é algo feito por nós mesmos, então ela deixa de nos oferecer o que deveria ser sua verdadeira dádiva: o encontro com o mistério, que não é produto nosso, mas nossa origem e fonte de nossa vida. […] Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia, que às vezes é concebida de uma maneira etsi Deus non daretur [Como se Deus não existisse], isto é, que nela não importa mais se Deus existe e se Ele nos fala e nos escuta.

Neste texto, do qual citamos apenas os trechos referentes a nosso assunto[8], fica claro que o então Cardeal Ratzinger tinha, ao escrever suas memórias, seríssimas reservas à reforma litúrgica em si mesma não apenas a eventuais abusos , embora considere que ela trouxe  “ sob muitos aspectos, um verdadeiro melhoramento e enriquecimento”.

E reservas que, justamente, apontam para o tema mencionado pelo Cardeal Bertone, a relação da Liturgia com a primazia de Deus. A reforma litúrgica permite que essa primazia seja obscurecida e até negada. Na nova liturgia é possível, segundo o Papa Bento XVI, e ao contrário do que acontece na liturgia tridentina, introduzir o primado do homem, “etsi Deus non daretur”.

Vão exatamente nesse sentido muitas das observações do Santo Padre em sua obra Lo Spirito della Liturgia – Un’Introduzione, primeira obra no volume Teologia della Liturgia.

Veja-se, por exemplo, comentando o culto do Antigo Testamento, como o Santo Padre afirma que “o modo de prestar culto não é uma questão que se possa resolver politicamente. Ele carrega sua norma em si mesmo, ou seja, só pode ser regulado com base na norma da Revelação, a partir de Deus.”  […] “como único escopo do Êxodo aparece a adoração [note-se, de passagem, quão longe estamos das interpretações sociológicas de caráter marxista!], que só pode acontecer segundo a norma de Deus” [9].

Ou ainda “a verdadeira liturgia pressupõe que Deus responda e mostre como podemos adorá-lo. Ela implica de algum modo uma espécie de “instituição”. Não pode brotar da nossa fantasia, da nossa própria criatividade – caso em que permaneceria um grito em direção à escuridão e se transformaria numa mera autoafirmação”.[10]

E mais: “A história do bezerro de ouro é uma advertência contra um culto arbitrário e egoísta, no qual, em última análise não é mais Deus que está em jogo, mas se trata de construir, por própria iniciativa, um pequeno mundo alternativo. Então a liturgia se torna verdadeiramente um jogo vazio. Ou, pior ainda, uma apostasia do Deus vivente camuflada sob um manto de sacralidade”.[11]

Daí decorrem as críticas do Papa àqueles que na Liturgia católica valorizam, antes de tudo ou exclusivamente, o caráter humano de “assembléia” ou de “banquete”, obscurecendo, quando não negando, a primazia de Deus.

Diz ele: “Se, por exemplo, partindo do fenômeno litúrgico se descreve a Eucaristia como “assembléia” ou mesmo, partindo do ato de fundação no contexto da última Páscoa de Jesus, se a qualifica como “ceia”, colhem-se apenas elementos singulares, mas perde-se de vista o grande nexo histórico e teológico”[12], pois, como explica o Papa Bento XVI, “a Eucaristia dos cristãos não pode absolutamente ser descrita de modo adequado com o conceito de “banquete”. De fato, o Senhor instituiu a novidade do culto cristão no contexto de um banquete (pascoal) hebraico, mas ordenou que se repetisse apenas essa novidade e não o banquete enquanto tal”.[13]

E quanto à famosíssima questão da orientação do padre durante a Missa – versus Deum ou versus populum –, diz Bento XVI o “estar o sacerdote virado para o povo configura agora a comunidade como círculo fechado em si mesmo. Ela – com base na sua configuração – não está mais aberta para a frente e para o alto [para Deus], mas fecha-se em si mesma”.

Como se vê, uma gravíssima deficiência e diretamente ligada à exclusão de Deus do centro da  liturgia e da vida humana. De resto, já no Prefácio, escrito em 2008, para sua Opera Omnia, o Papa Bento XVI faz questão de dizer que o resultado de toda a recente pesquisa sobre o modo de celebração da Missa desde o início e ao longo dos séculos mostra que “o resultado é absolutamente claro: a idéia de que sacerdote e povo deviam olhar uns para os outros durante a oração só nasceu na época moderna [com a Reforma Protestante] e é completamente estranha ao cristianismo antigo”.[14]

Ora, não é possível negar que tais concepções sobre Liturgia, ressaltando o seu caráter divino, como origem e como finalidade, têm influenciado poderosamente as celebrações litúrgicas relacionadas diretamente com o Santo Padre, seja no Vaticano, seja em suas viagens apostólicas.

Leiam-se, por exemplo, os comentários surpresos e perspicazes do enviado especial do jornal Monde e Vie, Christophe Mathieu, sobre o momento da Adoração Eucarística na recente Jornada Mundial da Juventude em Madri, que fala dos momentos que mais o impressionaram nesse evento:

“Segunda imagem: a vigília de oração, sábado à noite. Primeiro houve o desencadear dos elementos: trovões, chuvas, ventos. O Papa abrevia fortemente seu discurso. Os jovens reagem com entusiasmo. E depois faz-se silêncio a pedido dos organizadores, o silêncio total de um milhão e meio de jovens. Uma coisa única!

“E nesse silêncio uma grande maquinaria sobe do chão. A Hóstia Sagrada se eleva diante de todos na célebre Custódia de Arfe, obra prima de ourivesaria em ouro e em prata, com 260 estatuetas. Esta obra prima, originária do século XVI, provém da Catedral de Toledo. A potência visual desse momento tem que ser sublinhada.

“A Igreja esqueceu a timidez pós conciliar e o despojamento de que ela queria cercar-se nos anos 1970. Durante esta JMJ, observou-se uma volta às fontes barrocas da contra-reforma. Como para confirmar essa intuição, uma voz proclama em todas as línguas, mas primeiro em espanhol: “Eis o Rei dos Reis”… Ao meu redor, jornalistas põem-se de joelhos… Cantos em latim ressoam: Ave verum, Tantum ergo… Onde é que eu estou?”[15]

Enfim, os exemplos desse tipo poderiam multiplicar-se.

Resumindo, então, vemos que para o Santo Padre Bento XVI a recolocação de Deus no centro da vida de todos os homens – um retorno do antropocentrismo para o teocentrismo – é a tarefa mais urgente da Igreja, a tarefa mais urgente de seu pontificado.

E, como vimos, também para Bento XVI a Liturgia é um componente particularmente importante e eficaz nessa recentralização. Daí, por um lado, a importância dada pelo Papa à Liturgia de modo geral.

Mas, mais ainda, a importância atribuída por ele à liturgia tridentina.

Não se pode esquecer que, entre outras coisas, como afirma o Professor de Teologia da Universidade de Lugano, Manfred Hauke, a chamada Missa Tridentina é mais propícia à orientação versus deum, pois “as disposições do rito antigo parecem mais propícias a este fim, colocando no centro a cruz, o altar e o próprio Senhor no Tabernáculo”.[16]

Em verdade, não apenas por esse aspecto – importantíssimo, sem dúvida – mas por muitos outros (as orações, as genuflexões, os silêncios, os sinais da cruz, a comunhão na boca e de joelhos, por exemplo) o rito tridentino evidencia sem ambiguidade e sem possibilidade de engano a primazia de Deus e do Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo, renovado a cada missa.

Quanto ao novo rito, segundo Jean Guiton, amigo íntimo do Papa Paulo VI, «a intenção de Paulo VI quanto à liturgia, quanto a assim chamada vulgarização da Missa, era reformar a liturgia católica de modo a fazê-la coincidir o quanto possível com a liturgia protestante… com a Ceia protestante»[…] «… Eu repito que Paulo VI fez tudo o que estava em seu poder para aproximar a Missa católica – a do Concílio de Trento – da Ceia protestante. Particularmente ajudado por Mons. Bugnini, que nem sempre gozou de sua confiança, nesse ponto”.[17]

Entende-se, assim, que o Santo Padre Bento XVI tenha dito em suas Memórias:

“Decepcionou-me a quase total proibição do missal antigo, pois nada parecido tinha-se verificado durante toda a história da liturgia. Dava-se a impressão de que o que estava acontecendo era normal: o missal antigo teria sido criado por Pio V em 1570 em conexão com o Concílio de Trento; portanto seria normal que, após quatrocentos anos e um novo concílio, um novo papa nos presenteasse com um novo missal. Entretanto, a verdade histórica sobre o assunto é diferente. Pio V havia apenas ordenado uma reelaboração do Missale Romanum então utilizado, o que é a prática normal em vista do desenvolvimento da história através do curso dos séculos. Muitos de seus sucessores, da mesma forma, reelaboraram o missal novamente, mas jamais contrapondo um missal contra outro. Era um processo contínuo de aperfeiçoamento e purificação no qual a continuidade jamais foi destruída. Não existe um ‘Missal de Pio V’, criado pelo próprio Pio V. Há apenas a revisão feita por Pio V como uma fase numa longa história de crescimento (…). Nesse caso (de S. Pio V) não podemos falar de uma proibição de um missal prévio que antes havia sido formalmente aprovado como válido.”[18]

Todas essas considerações são importantíssimas no pano de fundo sobre o qual se delineiam as conversações e o possível acordo do Vaticano com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de que um novo, e talvez decisivo, episódio deve ocorrer no próximo dia 14 de setembro, quarto aniversário da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum, data das mais significativas, já que a plena liberação do Missal Gregoriano para uso em toda a Igreja era uma das condições prévias apontadas pela Fraternidade São Pio X para um possível acordo.

A Liturgia, e a Liturgia Tridentina, sobretudo, são um dos principais fatores que levam o Santo Padre Bento XVI a, enfrentando ataques, sabotagens e incompreensões de todo calibre, à direita e à esquerda, a continuar tranquila, mas inexoravelmente, a trabalhar para que esse acordo chegue a bom termo.

A Fraternidade São Pio X nasceu e se desenvolveu por causa da luta pela Missa Gregoriana. Era esse o combate de Dom Lefebvre, como o era também o combate de Dom Mayer, em Campos. Sem negar a importância do combate mais propriamente doutrinário dos dois grandes Bispos, a Missa foi a bandeira que aglutinou em torno deles, sobretudo em torno de Dom Lefebvre, uma massa numerosa de católicos, muito heterogênea, aliás, sob vários outros aspectos.

A fundação de Ecône, a própria sagração de bispos que garantissem a ordenação de sacerdotes que continuassem a celebrar o rito antigo, o subsequente decreto de excomunhão, tudo foram consequências – trágicas e injustas, estas últimas – da luta pela Missa. E é, ainda hoje, essa, mais do que qualquer outra, a bandeira arvorada pela Fraternidade fundada por Dom Lefebvre.

Assim, a decisão do Santo Padre de, entre percalços de todos os tipos, continuar a buscar um acordo mostra, talvez antes de tudo, mesmo do que a tão significativa fundação e apoio de institutos sacerdotais especializados na celebração do Rito Tridentino, sua determinação irrevogável em reabilitar, em revalorizar, em priorizar o Rito Antigo e os conceitos teológicos que esse rito manifesta de forma inequívoca.

Terão resultado os esforços ingentes do Papa Bento XVI? Chegarão as negociações a bom termo? Talvez essas questões possam ser respondidas com segurança em brevíssimo tempo. Deus queira que de modo afirmativo.

Qui vivra verra…

São Paulo, 2 de setembro de 2011

 

 [1] LUDWIG, Dom Gerhard.”Prefazione del Curatore dell’Edizione Tedesca”, p. 14 in RATZINGER, Joseph. Opera Omnia – Teologia della Liturgia. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 2011. 850p.

[2] Op. cit. p. 15

[3] Papa Bento XVI. Discurso do Papa Bento XVI aos Bispos da Conferência Episcopal das Filipinas em visita “Ad limina Apostolum”. Sala do Consistório, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011.http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2011/february/documents/hf_ben-xvi_spe_20110218_bishops-philippines_po.html

[4] Papa Bento XVI. Discurso aos Sacerdotes, Diáconos e Seminaristas na Catedral de Brindisi. Domingo, 15 de junho de 2008.http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/june/documents/hf_ben-xvi_spe_20080615_sacerdoti-brindisi_po.html

[5] Papa Bento XVI. Audiência Geral – Praça de São Pedro – quarta-feira, 23 de março de 2011.http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110323_po.html

[6] CANIZARES LLOVERA  , Cardeal Antonio. Entrevista  ao jornal Il Foglio. 8 de janeiro de 2011. http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=mov-liturgico&lang=bra

[7]Embora este trecho das memórias do Santo Padre Bento XVI pareça antagônico com o afirmado no Motu Proprio Summorum Pontificum, onde se diz textualmente “Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, conseqüentemente, em princípio sempre continuou permitido” (apud http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=summorum_pontificum&lang=bra), é possível supor que nas Memórias o Santo Padre fale de uma proibição de fato, que foi muito real e contundente, e no Motu Proprio se refira a uma proibição de jure, que jamais existiu, tendo fracassado, segundo consta, as tentativas de Monsenhor Bugnini em impô-la.

[8] Ver texto completo em http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=summorum_pontificum&lang=bra

[9] Op. cit. p. 30. Tradução nossa.

[10] Idem, ibidem, p. 35.

[11] Idem, ibidem, p. 37.

[12] Idem, ibidem, p. 61.

[13] Idem, ibidem, p. 83.

[14] Op. cit. p. 7.

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