Publicado por: avgvstv | julho 19, 2010

Saiu no jornal II

Segue a notícia que saiu no Jornal dos estudantes de Jornalismo da PUC-Minas. A notícia ficou boa, fora alguns detalhes. Numa entrevista não se espera grande precisão. Espero que a geração de jornalistas que vai se formando não seja tão contrária à Santa Igreja. Parabéns aos dois estudantes , faço votos que os próximos anos da Faculdade não os tornem jornalistas que se acreditam aptos a corrigir o mundo.   

MISSA A MODA ANTIGA NA CAPITAL

Evento religioso realizado aos domingos é celebrado em latim e divulgado no Caderno de Classificados do jornal Estado de Minas. Fiéis destacam a importância de se preservar as origens do culto, mantendo tradições como o véu e o canto

CARLOS EDUARDO ALVIM, JOAQUIM CARVALHO,

2º PERÍODO

Domingo. O clima é de silêncio e a capela é pouco iluminada. As pessoas se vestem formalmente, mulheres usam véus sobre suas cabeças e o canto anuncia a entrada do celebrante. Paramentado e acompanhado por um coroinha, o padre Íris Mesquita Martins saúda os fiéis e começa a celebração de costas: In nomine patris, et filii, et spiritus sancti. A missa é celebrada em latim e anunciada no Caderno de Classificados do jornal Estado de Minas.

Pontualmente, às 17h de domingo, cerca de 80 pessoas se reúnem para participar da Santa Missa, na capela do Colégio Monte Calvário, na Avenida do Contorno, no Barro Preto.  Há mais de dez anos, um grupo de pessoas movidos pela fé e pelo desejo de resgatar a tradição de elementos da Igreja Católica, se reúne aos domingos para celebrar a missa tridentina (missa tradicional em latim). No início, as celebrações aconteciam nas casas dos participantes. O interesse e a curiosidade pela doutrina católica levaram o auxiliar administrativo Renato Salles de Mello, 28 anos, a conhecer a missa tridentina. “Eu comecei a pesquisar sobre a tradição e tive o desejo de participar deste tipo de missa. Eu encontrei com uma pessoa, acho que foi providência divina, e ela sabia desta celebração e me indicou o local. No dia que teria a missa, ela me ligou, me avisando onde seria. Eu fui e estou participando até hoje”, observou.

O aumento do número de fiéis fez com que a missa se transferisse para uma capela no Bairro Ipiranga, Região Nordeste de Belo Horizonte. “Necessitávamos de um local maior, porque mais pessoas estavam freqüentando as celebrações e também torná-las mais públicas. Com essa mudança, as missas passaram a ser freqüentadas por mais pessoas. Vinha gente de diversos bairros de Belo Horizonte, de Nova Lima, Contagem, Betim, Ibirité. Isso nos levou a procurar um local mais central e que facilitasse o acesso dos fiéis. E aqui nós estamos há quase um ano”, explica o auxiliar administrativo, que participa da missa tridentina há seis anos e que ajuda o padre nas celebrações.

Guilherme Ferreira Araújo, 24 anos, mestrando em História da Filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais, participa dos dois tipos de missa. Para ele, que vai quinzenalmente à missa tridentina, a principal diferença das missas está na forma que as pessoas agem. “O que me motivou primeiro foi o maior respeito que as pessoas demonstram pelo rito. Eu vejo que no rito ordinário, na missa comum, há muito desrespeito, muito falatório, as pessoas vão mal vestidas e não participam tão bem quanto aqui”, diz. O mestrando acha importante a participação, pois além de resgatar a tradição, a missa atende a um pedido do Santo Padre Papa Bento XVI. “Além de resgatar as tradições da Igreja, atendemos ao decreto, chamado Motu Próprio – escrito pelo pontífice em 2007, para que a missa voltasse a ser rezada pelo antigo rito romano, com tradições mais conservadoras”, comenta.

A missa tridentina despertou o interesse de Gabriela Marotta, 19 anos, estudante do curso de História da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Para a jovem, a celebração serviu como resgate da fé. “Eu sempre fui católica como todo mundo. Fui batizada, mas na adolescência parei de freqüentar a Igreja, pois não concordava com tudo que ouvia. Para mim, a missa tridentina foi um estímulo para que eu estudasse mais a religião. Faço um curso à distância sobre filosofia e sempre leio livros sobre o assunto”, observa. Para participar da missa não é necessário conhecer ou falar latim. É disponibilizado um missal traduzido para o português, para que o fiel possa acompanhar os ritos da celebração.

Fonte: http://www.fca.pucminas.br/embriao/textos/marco_274.pdf

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