Publicado por: avgvstv | outubro 13, 2011

Palestras com prof. Alberto Zucchi – Presidente da Montfort

Caros leitores,

Temos a satisfação de informar que sexta-feira  e sábado receberemos a visita do professor Alberto Zucchi, presidente da Associação Cultural Montfort, em nossa cidade. O professor Alberto Zucchi é um dos alunos mais antigos do professor Orlando Fedeli, um dos grandes responsáveis pela divulgação e implantação da Missa Tridentina no Brasil e, também, em nossa arquidiocese.

Professor Alberto Zucchi

Suas palestras versarão sobre assuntos como: Encíclicas Papais, o Vaticano II e as heresias de ontem e de hoje.

Horário:

Sexta-feira 19 horas

Sábado: 8 às 17 horas

Local:  Bairro Prado, próximo da Capela Nossa Senhora do Monte Calvário.

Mais informações: 99371185

As palestras são gratuitas e todos estão convidados.

Publicado por: avgvstv | outubro 11, 2011

Missa de Nossa Senhora Aparecida – amanhã

Informamos que amanhã haverá a Missa de Nossa Senhora Aparecida, na capela do Colégio Monte Calvário, às 8:30. Atenção ao horário, somente amanhã a Missa será às 8:30.  O Padre Íris estará disponível às 7:30 para as confissões.

Publicado por: avgvstv | setembro 27, 2011

Vortex sobre a Missa Tridentina

Interessante vídeo com algumas considerações sobre a Missa Tridentina

Por Ivone Fedeli, Montfort.org.br

Depois de tê-la publicado em alemão, o Santo Padre Bento XVI deu início, em 2010, pela Libreria Editrice Vaticana, à publicação da tradução em italiano de suaOpera Omnia, recolhida em dezesseis volumosos tomos.

Dois detalhes dessa edição chamam, de início, a atenção do leitor: primeiro, o fato de que “por desejo pessoal do Santo Padre, os volumes da Opera Omnia vêm publicados sob o nome do Autor, Joseph Ratzinger”[1] e, segundo, o fato de que a publicação se inicia pelo volume IX, que trata de Liturgia, isso porque, segundo o Cardeal Bertone, prefaciador  da edição italiana, “o próprio Santo Padre esclareceu que essa sua predileção pela liturgia é estreitamente ligada ao modo em que Ele vê a “prioridade de Deus” (Primat Gottes)”[2].

Ora, restabelecer num mundo relativista e secularizado a primazia de Deus é um dos grandes leitmotiven do Pontificado de Bento XVI, que ela não cessa de recordar em vários de seus discursos e homilias.

Como, por exemplo, em seu discurso aos Bispos das Filipinas, onde afirma que o “caminho rumo à redescoberta do autêntico destino da humanidade pode ser encontrado unicamente no restabelecimento da prioridade de Deus no coração e na mente de cada pessoa”, exortando os bispos “a dedicar uma atenção especial à guia destes grupos [de jovens], para que a primazia de Deus possa permanecer em primeiro plano.”[3]

Também na Audiência Geral de 23 de março de 2011, ao tratar da oração, ele recorda seu discurso aos Sacerdotes e Seminaristas na Catedral de Brindisi[4] e reafirma: “o momento da oração é o mais importante na vida do sacerdote, aquele em que a graça divina age com maior eficácia, dando fecundidade ao seu ministério. Rezar é o primeiro serviço a prestar à comunidade. Por isso, os momentos de oração devem ter na nossa vida uma verdadeira prioridade… Se não estivermos interiormente em comunhão com Deus, nada poderemos dar também aos outros. Por isso, Deus é a primeira prioridade. Devemos reservar sempre o tempo necessário para estar em comunhão de oração com nosso Senhor”.[5]

São apenas dois dentre os inumeráveis exemplos que poderiam ser citados. Mas o que queremos notar aqui é a afirmação do Santo Padre Bento XVI de que “a liturgia é estreitamente ligada” a essa, sempre afirmada pela Igreja e agora ressaltada pelo Papa, prioridade de Deus.

Nesse sentido, vale a pena recordar as palavras de sua Eminência o Cardeal Canizares: “Não podemos esquecer-nos de que a reforma litúrgica e o pós-concílio coincidiram com um clima cultural marcado ou dominado intensamente por uma concepção do homem como “criador”, o que dificilmente está em sintonia com uma liturgia que é, sobretudo, ação de Deus e prioridade de Deus, direito de Deus e adoração de Deus, e também tradição que recebemos, aquilo que nos foi dado para sempre”.

“A liturgia, nós não a fazemos; não é nossa obra, mas de Deus. A concepção do homem “criador” conduz a uma visão secularizada de tudo, em que Deus, com frequência, não tem lugar. A paixão pela mudança e a perda da tradição ainda não foram superadas”.[6]

Como se vê, segundo o atual Prefeito da Congregação para o Culto Divino, a “reforma litúrgica” coincidiu com um “clima cultural” que considera o homem “criador”, ou seja, como divino. Em que medida esse “clima cultural” tenha influenciado a reforma litúrgica, o Cardeal não o diz…

Mas o próprio Cardeal Ratzinger, em suas memórias, dá dessa medida uma ideia mais clara ao relatar a promulgação do Missal de Paulo VI:

“O segundo grande acontecimento no início dos meus anos em Ratisbona foi a publicação do missal de Paulo VI com a proibição quase total do missal anterior, depois de uma fase de transição de apenas meio ano. [...] Porém, a proibição agora decretada[7], do missal que se tinha desenvolvido continuamente através de todos os séculos, desde os manuais para os sacramentos na Igreja antiga, causou na história da liturgia uma ruptura cujas consequências só podiam ser trágicas. [...]Mas agora aconteceu mais: o edifício antigo foi derrubado e construiu-se um outro. É verdade que, em grande parte, foi feito com o material do anterior e usando-se, também, os projetos antigos. E não há dúvida: este novo missal trouxe, sob muitos aspectos, um verdadeiro melhoramento e enriquecimento. Mas o fato de ter sido apresentado como construção nova, em oposição ao crescimento histórico, e de o missal antigo ter sido proibido, de sorte que a liturgia não apareceu mais como resultado de um crescimento vivo, e sim como produto de um trabalho erudito e de competência jurídica, isso nos prejudicou sobremaneira. Pois agora se devia ter a impressão de que liturgia é algo que “se faz”; não algo preexistente, mas algo que depende de nossas decisões. E aí seria lógico, também, que não somente os eruditos nem somente uma autoridade central fossem reconhecidas como portadores da decisão, mas que, afinal, toda a “comunidade” quisesse adotar sua própria liturgia. Mas quando a liturgia é algo feito por nós mesmos, então ela deixa de nos oferecer o que deveria ser sua verdadeira dádiva: o encontro com o mistério, que não é produto nosso, mas nossa origem e fonte de nossa vida. [...] Estou convencido de que a crise na Igreja, pela qual passamos hoje, é causada em grande parte pela decadência da liturgia, que às vezes é concebida de uma maneira etsi Deus non daretur [Como se Deus não existisse], isto é, que nela não importa mais se Deus existe e se Ele nos fala e nos escuta.

Neste texto, do qual citamos apenas os trechos referentes a nosso assunto[8], fica claro que o então Cardeal Ratzinger tinha, ao escrever suas memórias, seríssimas reservas à reforma litúrgica em si mesma não apenas a eventuais abusos , embora considere que ela trouxe  “ sob muitos aspectos, um verdadeiro melhoramento e enriquecimento”.

E reservas que, justamente, apontam para o tema mencionado pelo Cardeal Bertone, a relação da Liturgia com a primazia de Deus. A reforma litúrgica permite que essa primazia seja obscurecida e até negada. Na nova liturgia é possível, segundo o Papa Bento XVI, e ao contrário do que acontece na liturgia tridentina, introduzir o primado do homem, “etsi Deus non daretur”.

Vão exatamente nesse sentido muitas das observações do Santo Padre em sua obra Lo Spirito della Liturgia – Un’Introduzione, primeira obra no volume Teologia della Liturgia.

Veja-se, por exemplo, comentando o culto do Antigo Testamento, como o Santo Padre afirma que “o modo de prestar culto não é uma questão que se possa resolver politicamente. Ele carrega sua norma em si mesmo, ou seja, só pode ser regulado com base na norma da Revelação, a partir de Deus.”  [...] “como único escopo do Êxodo aparece a adoração [note-se, de passagem, quão longe estamos das interpretações sociológicas de caráter marxista!], que só pode acontecer segundo a norma de Deus” [9].

Ou ainda “a verdadeira liturgia pressupõe que Deus responda e mostre como podemos adorá-lo. Ela implica de algum modo uma espécie de “instituição”. Não pode brotar da nossa fantasia, da nossa própria criatividade – caso em que permaneceria um grito em direção à escuridão e se transformaria numa mera autoafirmação”.[10]

E mais: “A história do bezerro de ouro é uma advertência contra um culto arbitrário e egoísta, no qual, em última análise não é mais Deus que está em jogo, mas se trata de construir, por própria iniciativa, um pequeno mundo alternativo. Então a liturgia se torna verdadeiramente um jogo vazio. Ou, pior ainda, uma apostasia do Deus vivente camuflada sob um manto de sacralidade”.[11]

Daí decorrem as críticas do Papa àqueles que na Liturgia católica valorizam, antes de tudo ou exclusivamente, o caráter humano de “assembléia” ou de “banquete”, obscurecendo, quando não negando, a primazia de Deus.

Diz ele: “Se, por exemplo, partindo do fenômeno litúrgico se descreve a Eucaristia como “assembléia” ou mesmo, partindo do ato de fundação no contexto da última Páscoa de Jesus, se a qualifica como “ceia”, colhem-se apenas elementos singulares, mas perde-se de vista o grande nexo histórico e teológico”[12], pois, como explica o Papa Bento XVI, “a Eucaristia dos cristãos não pode absolutamente ser descrita de modo adequado com o conceito de “banquete”. De fato, o Senhor instituiu a novidade do culto cristão no contexto de um banquete (pascoal) hebraico, mas ordenou que se repetisse apenas essa novidade e não o banquete enquanto tal”.[13]

E quanto à famosíssima questão da orientação do padre durante a Missa – versus Deum ou versus populum –, diz Bento XVI o “estar o sacerdote virado para o povo configura agora a comunidade como círculo fechado em si mesmo. Ela – com base na sua configuração – não está mais aberta para a frente e para o alto [para Deus], mas fecha-se em si mesma”.

Como se vê, uma gravíssima deficiência e diretamente ligada à exclusão de Deus do centro da  liturgia e da vida humana. De resto, já no Prefácio, escrito em 2008, para sua Opera Omnia, o Papa Bento XVI faz questão de dizer que o resultado de toda a recente pesquisa sobre o modo de celebração da Missa desde o início e ao longo dos séculos mostra que “o resultado é absolutamente claro: a idéia de que sacerdote e povo deviam olhar uns para os outros durante a oração só nasceu na época moderna [com a Reforma Protestante] e é completamente estranha ao cristianismo antigo”.[14]

Ora, não é possível negar que tais concepções sobre Liturgia, ressaltando o seu caráter divino, como origem e como finalidade, têm influenciado poderosamente as celebrações litúrgicas relacionadas diretamente com o Santo Padre, seja no Vaticano, seja em suas viagens apostólicas.

Leiam-se, por exemplo, os comentários surpresos e perspicazes do enviado especial do jornal Monde e Vie, Christophe Mathieu, sobre o momento da Adoração Eucarística na recente Jornada Mundial da Juventude em Madri, que fala dos momentos que mais o impressionaram nesse evento:

“Segunda imagem: a vigília de oração, sábado à noite. Primeiro houve o desencadear dos elementos: trovões, chuvas, ventos. O Papa abrevia fortemente seu discurso. Os jovens reagem com entusiasmo. E depois faz-se silêncio a pedido dos organizadores, o silêncio total de um milhão e meio de jovens. Uma coisa única!

“E nesse silêncio uma grande maquinaria sobe do chão. A Hóstia Sagrada se eleva diante de todos na célebre Custódia de Arfe, obra prima de ourivesaria em ouro e em prata, com 260 estatuetas. Esta obra prima, originária do século XVI, provém da Catedral de Toledo. A potência visual desse momento tem que ser sublinhada.

“A Igreja esqueceu a timidez pós conciliar e o despojamento de que ela queria cercar-se nos anos 1970. Durante esta JMJ, observou-se uma volta às fontes barrocas da contra-reforma. Como para confirmar essa intuição, uma voz proclama em todas as línguas, mas primeiro em espanhol: “Eis o Rei dos Reis”… Ao meu redor, jornalistas põem-se de joelhos… Cantos em latim ressoam: Ave verum, Tantum ergo… Onde é que eu estou?”[15]

Enfim, os exemplos desse tipo poderiam multiplicar-se.

Resumindo, então, vemos que para o Santo Padre Bento XVI a recolocação de Deus no centro da vida de todos os homens – um retorno do antropocentrismo para o teocentrismo – é a tarefa mais urgente da Igreja, a tarefa mais urgente de seu pontificado.

E, como vimos, também para Bento XVI a Liturgia é um componente particularmente importante e eficaz nessa recentralização. Daí, por um lado, a importância dada pelo Papa à Liturgia de modo geral.

Mas, mais ainda, a importância atribuída por ele à liturgia tridentina.

Não se pode esquecer que, entre outras coisas, como afirma o Professor de Teologia da Universidade de Lugano, Manfred Hauke, a chamada Missa Tridentina é mais propícia à orientação versus deum, pois “as disposições do rito antigo parecem mais propícias a este fim, colocando no centro a cruz, o altar e o próprio Senhor no Tabernáculo”.[16]

Em verdade, não apenas por esse aspecto – importantíssimo, sem dúvida – mas por muitos outros (as orações, as genuflexões, os silêncios, os sinais da cruz, a comunhão na boca e de joelhos, por exemplo) o rito tridentino evidencia sem ambiguidade e sem possibilidade de engano a primazia de Deus e do Sacrifício Redentor de Nosso Senhor Jesus Cristo, renovado a cada missa.

Quanto ao novo rito, segundo Jean Guiton, amigo íntimo do Papa Paulo VI, «a intenção de Paulo VI quanto à liturgia, quanto a assim chamada vulgarização da Missa, era reformar a liturgia católica de modo a fazê-la coincidir o quanto possível com a liturgia protestante… com a Ceia protestante»[...] «… Eu repito que Paulo VI fez tudo o que estava em seu poder para aproximar a Missa católica – a do Concílio de Trento – da Ceia protestante. Particularmente ajudado por Mons. Bugnini, que nem sempre gozou de sua confiança, nesse ponto”.[17]

Entende-se, assim, que o Santo Padre Bento XVI tenha dito em suas Memórias:

“Decepcionou-me a quase total proibição do missal antigo, pois nada parecido tinha-se verificado durante toda a história da liturgia. Dava-se a impressão de que o que estava acontecendo era normal: o missal antigo teria sido criado por Pio V em 1570 em conexão com o Concílio de Trento; portanto seria normal que, após quatrocentos anos e um novo concílio, um novo papa nos presenteasse com um novo missal. Entretanto, a verdade histórica sobre o assunto é diferente. Pio V havia apenas ordenado uma reelaboração do Missale Romanum então utilizado, o que é a prática normal em vista do desenvolvimento da história através do curso dos séculos. Muitos de seus sucessores, da mesma forma, reelaboraram o missal novamente, mas jamais contrapondo um missal contra outro. Era um processo contínuo de aperfeiçoamento e purificação no qual a continuidade jamais foi destruída. Não existe um ‘Missal de Pio V’, criado pelo próprio Pio V. Há apenas a revisão feita por Pio V como uma fase numa longa história de crescimento (…). Nesse caso (de S. Pio V) não podemos falar de uma proibição de um missal prévio que antes havia sido formalmente aprovado como válido.”[18]

Todas essas considerações são importantíssimas no pano de fundo sobre o qual se delineiam as conversações e o possível acordo do Vaticano com a Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de que um novo, e talvez decisivo, episódio deve ocorrer no próximo dia 14 de setembro, quarto aniversário da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum, data das mais significativas, já que a plena liberação do Missal Gregoriano para uso em toda a Igreja era uma das condições prévias apontadas pela Fraternidade São Pio X para um possível acordo.

A Liturgia, e a Liturgia Tridentina, sobretudo, são um dos principais fatores que levam o Santo Padre Bento XVI a, enfrentando ataques, sabotagens e incompreensões de todo calibre, à direita e à esquerda, a continuar tranquila, mas inexoravelmente, a trabalhar para que esse acordo chegue a bom termo.

A Fraternidade São Pio X nasceu e se desenvolveu por causa da luta pela Missa Gregoriana. Era esse o combate de Dom Lefebvre, como o era também o combate de Dom Mayer, em Campos. Sem negar a importância do combate mais propriamente doutrinário dos dois grandes Bispos, a Missa foi a bandeira que aglutinou em torno deles, sobretudo em torno de Dom Lefebvre, uma massa numerosa de católicos, muito heterogênea, aliás, sob vários outros aspectos.

A fundação de Ecône, a própria sagração de bispos que garantissem a ordenação de sacerdotes que continuassem a celebrar o rito antigo, o subsequente decreto de excomunhão, tudo foram consequências – trágicas e injustas, estas últimas – da luta pela Missa. E é, ainda hoje, essa, mais do que qualquer outra, a bandeira arvorada pela Fraternidade fundada por Dom Lefebvre.

Assim, a decisão do Santo Padre de, entre percalços de todos os tipos, continuar a buscar um acordo mostra, talvez antes de tudo, mesmo do que a tão significativa fundação e apoio de institutos sacerdotais especializados na celebração do Rito Tridentino, sua determinação irrevogável em reabilitar, em revalorizar, em priorizar o Rito Antigo e os conceitos teológicos que esse rito manifesta de forma inequívoca.

Terão resultado os esforços ingentes do Papa Bento XVI? Chegarão as negociações a bom termo? Talvez essas questões possam ser respondidas com segurança em brevíssimo tempo. Deus queira que de modo afirmativo.

Qui vivra verra…

São Paulo, 2 de setembro de 2011

 

 [1] LUDWIG, Dom Gerhard.”Prefazione del Curatore dell’Edizione Tedesca”, p. 14 in RATZINGER, Joseph. Opera Omnia – Teologia della Liturgia. Roma: Libreria Editrice Vaticana, 2011. 850p.

[2] Op. cit. p. 15

[3] Papa Bento XVI. Discurso do Papa Bento XVI aos Bispos da Conferência Episcopal das Filipinas em visita “Ad limina Apostolum”. Sala do Consistório, sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011.http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2011/february/documents/hf_ben-xvi_spe_20110218_bishops-philippines_po.html

[4] Papa Bento XVI. Discurso aos Sacerdotes, Diáconos e Seminaristas na Catedral de Brindisi. Domingo, 15 de junho de 2008.http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/speeches/2008/june/documents/hf_ben-xvi_spe_20080615_sacerdoti-brindisi_po.html

[5] Papa Bento XVI. Audiência Geral – Praça de São Pedro – quarta-feira, 23 de março de 2011.http://www.vatican.va/holy_father/benedict_xvi/audiences/2011/documents/hf_ben-xvi_aud_20110323_po.html

[6] CANIZARES LLOVERA  , Cardeal Antonio. Entrevista  ao jornal Il Foglio. 8 de janeiro de 2011. http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=papa&artigo=mov-liturgico&lang=bra

[7]Embora este trecho das memórias do Santo Padre Bento XVI pareça antagônico com o afirmado no Motu Proprio Summorum Pontificum, onde se diz textualmente “Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, conseqüentemente, em princípio sempre continuou permitido” (apud http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=summorum_pontificum&lang=bra), é possível supor que nas Memórias o Santo Padre fale de uma proibição de fato, que foi muito real e contundente, e no Motu Proprio se refira a uma proibição de jure, que jamais existiu, tendo fracassado, segundo consta, as tentativas de Monsenhor Bugnini em impô-la.

[8] Ver texto completo em http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=documentos&subsecao=decretos&artigo=summorum_pontificum&lang=bra

[9] Op. cit. p. 30. Tradução nossa.

[10] Idem, ibidem, p. 35.

[11] Idem, ibidem, p. 37.

[12] Idem, ibidem, p. 61.

[13] Idem, ibidem, p. 83.

[14] Op. cit. p. 7.

Publicado por: avgvstv | setembro 11, 2011

Pensamentos de Gustavo Corção sobre a Santa Missa


Gustavo Corção 1896-1978

A Permanência, um dos grupos mais antigos na defesa da Missa de São Pio X, publicou em seu site uma interessante coletânea de pensamentos do escritor Gustavo Corção. Para quem não sabe, Corção foi um dos principais articulistas católicos na impressa brasileira de seu tempo, um dos primeiros a atacar as inovações pós-Vaticano II e um grande escritor. Brevemente apresentado, deixamos o leitor com suas reflexões:

MISSA

“(…) há hoje todo um esforço de covardia e traição universal para conjurar o insuportável espetáculo da Cruz. E então, para fugir à visão daquele divino pára-raios da cólera divina, para tirar os olhos do sangue, inventaram o recurso de fazer a missa derivar mais da ceia do que da Cruz, e com esse estratagema malicioso e parvo, fizeram da Santa Missa um espetáculo de feira, aonde a assembléia dos fiéis é aquele “respeitável público” dos palhaços de circo”.

(O GLOBO 7/4/77 )

“Quando nós vamos à Missa não vamos para constituí-la, para fazê-la o que ela é por nossa reunião. Vamos à Missa para usar a oportunidade maravilhosa e misteriosa que Deus nos oferece de estarmos misticamente, mas realmente, ao pé da Cruz, naquele dia e naquela hora da Salvação.

“E assim, qualquer católico alfabetizado, e ainda não imbecilizado pela onda de novidades, compreenderá que definir a Missa pela assembléia dos fiéis é sacrílego, herético e estúpido. Dir-se-ia que somos nós, assembléia de fiéis, que fazemos ao Cristo o favor de rememorar seus feitos, e não que é o Cristo que nos faz o infinito e incompreensível favor de nos oferecer uma oportunidade de colhermos os frutos da árvore da salvação, e uma possibilidade de participarmos de sua obra.”

(De Roma a Olinda, O Globo 28/7/77)

“Sem nenhum prurido latinista eu me pergunto se terá sido boa a substituição da língua universal pelas diversas línguas nacionais. A meu ver há boa dose de exagero nos meios em que tenho visto adotarem a renovação com entusiasmo. A Igreja tem que ir ao povo mas não num estilo que se aproxima da demagogia. Creio que se enganam os que julgam que o povo gosta dos sermões em que o padre diz que está batendo um papo com os fiéis. Estou convencido que se enganam os que julgam que o povo se encontra mais bem representado pela mediocridade, pela chulice, do que pela nobreza do estilo, pela elevação do tom e até pela pompa dos paramentos. Essas coisas, ao contrário do que pensam os que vivem falando na pobreza, constituem a riqueza do pobre. O pobre tem na Igreja o lugar em que alguém lhe fala com elevação e esmero; tem na Igreja a casa das alfaias ricas; tem na Igreja seu luxo, seu requinte, seu apuro. Em todos os outros lugares do mundo, o pobre encontra a pobreza. Em casa, tem a pobreza da necessidade; nos lugares de trabalho tem a pobreza funcional, técnica. Só na Igreja o pobre continua a encontrar o ouro, o incenso e a mirra”

(Reformas Litúrgicas, O Globo, 18/3/65)

“É preciso dizer por cima dos telhados, aos gritos, com cólera ou com dor, que nós não precisamos dos conselhos e da colaboração dos protestantes para decidir a feição de nosso culto de adoração, isto é, para observar e apartear o que temos de mais íntimo na vida da Igreja. Esta falsa modéstia, esta falsa humildade, este falso ecumenismo é que clamam aos céus e a nós nos ferem em nossa honra e no nosso amor.”

(Editorial Permanência, n°56, Ano VI, Junho de 1973.)

fonte:  http://www.permanencia.org.br/drupal/node/2444

Publicado por: avgvstv | setembro 5, 2011

Aniversário de Sacerdócio: Parabéns Padre Irís!

O Padre Íris Mesquita comemora vinte e quatro anos de sacerdócio. Nós que sempre assistimos as Missas por ele celebradas só temos que agradecer a Deus por tão grande graça. Ao Padre Íris expressamos nosso sincero agradecimento. Na ocasião, lembramos de uma justa e bela oração composta pelo Cardeal Leme, que reproduzimos, irmanando nossos desejos com os nela expressos:

“Deixai, ó Jesus, que em vosso Coração Eucarístico, depositemos as mais ardentes preces pelo nosso clero. Multiplicai as vocações sacerdotais em nossa pátria; atrai ao vosso altar os filhos do nosso Brasil; chamai-os como instância ao vosso ministério! Conservai na perfeita fidelidade ao vosso serviço aqueles a quem já chamastes; afervorai-os, purificai-os santificai-os, não permitindo que se afastem do espírito de vossa Igreja. Não consintais, ó Jesus nós Vos suplicamos, que debaixo do céu brasileiro sejam, por mãos indignas, profanados os vossos mistérios de amor. Com instância vos pedimos: deixai que a misericórdia de vosso Coração vença a vossa justiça divina por aqueles que se recusaram à honra da vocação sacerdotal, ou desertaram das fileiras sagradas. Por vossa Mãe, Maria Santíssima, Rainha dos Sacerdotes, atendei, Jesus, a esta nossa insistente oração.Ó Maria, ao vosso coração confiamos o nosso Clero: guiai-o, guardai-o, protegei-o, salvai-o!”

Aproveitamos para informar que teremos a Missa Tridentina nessa quarta-feira, no horário de sempre, 9:30h. O Padre Íris estará no confessionário uma hora antes.

Publicado por: avgvstv | setembro 1, 2011

Missa Tridentina nessa sexta-feira!

Informamos que haverá celebração da Missa Tridentina nesse sexta-feira, dia 02/09/2011, às 20 horas, na Capela do Colégio Monte Calvário. O Padre Íris Mesquita se fará presente às 19 horas para atender confissões e, após a Missa, haverá a Adoração ao Santíssimo Sacramento que será exposto. Haverá também o início de uma novena.

Publicado por: avgvstv | agosto 24, 2011

Resposta Católica

Um grande problema da internet é que muitas vezes é difícil encontrar o conteúdo certo, seja porque há na rede mundial muita porcaria, seja porque as coisas boas estão em diferentes locais.

Esse problema, pelo menos no que diz respeito ao conteúdo católico em português, vem sendo enfrentado com sucesso. Digo isso porque recentemente entrou no ar o excelente site Resposta Católica. Não se trata de mais um site que produza conteúdo, nem que reproduza notícias (para tanto, já temos o site da Montfort e o Fratres in Unum) mas que selecione, arquive e divulgue o melhor conteúdo católico brasileiro.

São vídeos, livros e artigos católicos sobre os mais variados temas, organizados por assunto. Recomendamos vivamente aos nossos leitores conhecer o site que reúne o que há de melhor na internet católica, site que já vem ganhando seu lugar como pode ser visto aqui e aqui.

Religión en Libertad | Tradução: Fratres in Unum.com: Athanasius Schneider tem 50 anos, é ucraniano [ndr: na realidade, nasceu no Quirguistão] e desde 2006 atuou como bispo auxiliar em duas dioceses do Cazaquistão, uma antiga república soviética com 26% de população cristã, majoritariamente ortodoxa, mas com uma pujante comunidade católica.

Recentemente, Dom Schneider, que é especialista em Patrística e Igreja primitiva, explicou à emissora Rádio Maria, no sul do Tirol, as diferenças entre a forma de comungar na Igreja primitiva e a atual prática da comunhão na mão.

Segundo afirmou, este costume é “completamente novo”após o Concílio Vaticano II e suas raízes não remontam aos tempos dos primeiros cristão, como se sustentou com freqüência.

Na Igreja primitiva, era necessário purificar as mãos antes e depois do rito, e a mão estava coberta por um corporal, do qual se tomava a partícula diretamente com a língüa: “Era mais uma comunhão na boca do que na mão”, afirmou Schneider. De fato, após consumir a Sagrada Hóstia, o fiel devia recolher da mão, com sua língua, qualquer mínima partícula consagrada. Um diácono supervisionava esta operação.

Jamais se tocava com os dedos: “O gesto da comunhão na mão, tal como conhecemos hoje, era completamente desconhecido” entre os primeiros cristãos.

Origem calvinista

Ainda assim, abandonou-se aquele rito pela administração direta do sacerdote na boca, uma mudança que ocorreu “instintiva e pacificamente” em toda a Igreja. A partir do século V, no Oriente, e pouco depois no Ocidente. O Papa São Gregório Magno já a administrava assim no século VII, e os sínodos franceses e espanhóis dos séculos XIII e IX puniam quem tocasse na Sagrada Forma.

Segundo Dom Schneider, a prática que conhecemos hoje da comunhão na mão nasceu no século XVII entre os calvinistas, que não acreditavam na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia. “Nem Lutero”, que acreditava na presença real, mas não na transubstanciação, “o havia feito”, disse o bispo do Cazaquistão: “De fato, até relativamente há pouco os luteranos comungavam de joelhos e na boca, e ainda hoje alguns comungam assim nos países escandinavos”.

Esse blog tem a alegria de registrar que amanhã teremos a Santa Missa em honra da Assunção de Nossa Senhora. O Padre Íris Mesquita informou que estará presente às oito e trinta da manhã para atender confissões. A Missa será no horário de sempre:  9:30.

Assunção de Santíssima Virgem Maria por Bartolomé Esteban Murillo

Aproveitemos a ocasião também para meditarmos na infinita bondade de Deus, tão claramente manifestada nessa data, lendo a Constituição Apostólica Munificentissimus Deus.

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